Filme produzido com apoio da Cattalini Terminais leva o debate sobre violência contra a mulher para festivais no exterior

Dar visibilidade às múltiplas formas de violência doméstica enfrentadas por mulheres é o ponto de partida do curta-metragem “Tente Sua Sorte”. A produção, realizada pela Prego Torto Filmes com recursos da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), conta com o investimento da Cattalini Terminais. Estrelado por Caroline Roehrig, o filme integrou a programação do Los Angeles Brazilian Film Festival, um dos principais festivais de cinema brasileiro fora do país.

Com roteiro e direção de Guenia Lemos, a narrativa se desenvolve quando, ao entrar no elevador de seu prédio, uma mulher encontra um dado que determina em qual andar o elevador irá parar. Em cada piso, ela se depara com uma forma de violência, apresentada em um universo de cinema fantástico, com elementos circenses para provocar o público.

Para Caroline Roehrig, o projeto carrega um significado especial por tratar de um tema social urgente. “Desde o primeiro momento, enxerguei esse projeto como um presente, porque é importante falarmos das questões que precisam ser discutidas na sociedade. O roteiro foi escrito de forma tão sensível que a personagem não tem nome: ela se chama ‘mulher’, porque representa muitas mulheres que vivem ou já viveram essa realidade no dia a dia”, afirma a atriz.

O curta-metragem foi indicado a diversas premiações internacionais nos Estados Unidos, Canadá, Nepal e Índia. No Los Angeles Brazilian Film Festival, Caroline Roehrig foi a vencedora na categoria “Melhor Atriz de Curta-Metragem”.

“Só estamos chegando a esses espaços porque empresas como a Cattalini Terminais acreditaram no que estávamos propondo. Tenho uma gratidão enorme pela Cattalini, por ter sido a primeira empresa a abraçar esse projeto e compreender a relevância da mensagem que ele carrega. Precisamos de mais empresas com essa visão e comprometimento com a cultura e com temas fundamentais para a sociedade”, ressalta.

A Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991) permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda ao financiamento de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura, por meio de renúncia fiscal. O mecanismo contribui para o fortalecimento do setor cultural e para a viabilização de iniciativas nas áreas de artes cênicas, artes visuais, música, literatura, audiovisual e patrimônio cultural, ampliando o acesso da sociedade à produção artística e ao debate de temas relevantes.