Cattalini e Poder Público fortalecem rede de proteção para crianças e adolescentes

A proteção de crianças e adolescentes contra
a exploração sexual nas estradas brasileiras foi o principal tema de dois
encontros, realizados nesta semana, na sede da Portos do Paraná e na Associação
Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (ACIAP), reunindo o poder público,
judiciário e a iniciativa privada. Em ambas as oportunidades, um único
propósito: a busca pelo fortalecimento de uma rede de proteção, seguindo as diretrizes
do Pacto Empresarial contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes,
incentivado pela Childhood Brasil, por meio do Programa Na Mão Certa.

Em Paranaguá, a Cattalini Terminais é
signatária do Pacto Empresarial contra Exploração Sexual de Crianças e
Adolescentes desde o ano de 2020, realizando ações de prevenção e
conscientização junto aos colaboradores, transportadoras, fornecedores,
clientes e envolvendo diretamente os motoristas que utilizam o pátio de
caminhões da empresa. Nos últimos 02 anos a Cattalini tem sido reconhecida pela
Childhood Brasil como signatária do Pacto Empresarial Contra a Exploração
Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras

“A
Cattalini vem trabalhando junto com a Childhood Brasil há 3 anos, como empresa
comprometida com a proteção de crianças e adolescentes contra a exploração
sexual. Nós movimentamos mais de 500 caminhões por dia e buscamos transformar
esses caminhoneiros em agentes de enfrentamento desse problema. A união da
Portos do Paraná, da Prefeitura de Paranaguá e demais empresas nessa causa
significa o fortalecimento desse trabalho”, comentou Fábio Martins Jorge,
controller da Cattalini.

A secretária municipal de Assistência
Social, Ana Paula Loiola Falanga, destacou o papel preponderante da Cattalini
nesta rede de proteção. “A Cattalini tem uma influência fortíssima nessa
mobilização e um compromisso social fora do comum. Ela foi a primeira companhia
de Paranaguá a receber o selo de reconhecimento como “Empresa que Protege e
Inclui”, concedido pela Prefeitura de Paranaguá. Essa rede que temos construído
em Paranaguá a favor da vida de crianças e adolescente é algo muito bonito.
Agora, junto com novas forças, traremos mais resultados”.

Comemorando
18 anos do Programa “Na Mão Certa”, Eva Cristina Dengler, superintendente de
Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, disse da sua expectativa
sobre o trabalho na cidade de Paranaguá.

“Estamos
buscando ampliar nossas parcerias em alguns municípios em que percebemos a
presença de exploração sexual infantil. Áreas portuárias são muito críticas em
todo país e, por intermédio da Prefeitura e da Cattalini, estamos começando uma
mobilização neste município para convidar mais empresas a se juntarem a nós
nesse movimento. Existe uma vulnerabilidade social em Paranaguá que torna mais
interessante colocar crianças e adolescentes na exploração sexual ao invés de
buscar outra fonte de renda. A gente precisa agir na origem do problema, nas
famílias. Por isso é tão importante essa união de todos os setores, se unindo
em um plano de ação único”.

O Programa Na Mão Certa busca engajar
empresas de diversos segmentos para combater a exploração sexual de crianças e
adolescentes nas estradas brasileiras e, em Paranaguá, terá na comunidade
portuária local a sua principal parceira.

“Vivemos em
uma cidade que é fronteira com o mundo, por onde passam, todos os dias,
milhares de pessoas de outros países e caminhoneiros do Brasil inteiro. Temos
muitas riquezas, muitas coisas boas, mas muitos problemas também, e esse é um
deles que sempre temos enfrentado. O Porto de Paranaguá tem a obrigação de
participar de um movimento como esse, dando todo o apoio necessário”, destacou André
Pioli, diretor empresarial da Portos do Paraná.

Emmanuel
Gustavo Benjoino Brandão, delegado do Núcleo de Proteção à Criança e ao
Adolescente Vítimas de Crimes da PCPR (NUCRIA), presente ao encontro,
parabenizou as entidades e órgãos pelo comprometimento com a causa.

“Vejo que
Paranaguá é muito preocupada com o combate a todas as formas de violência
contra crianças e adolescentes e, agora, especialmente, a exploração sexual, um
tema que precisa ser cada vez mais debatido pelos diversos setores da
sociedade. A exploração sexual é um tipo de crime que deixa feridas abertas na
vida das vítimas e cicatrizes que ficam para a vida toda. Cada adolescente que
a gente conseguir resgatar é uma vitória, mas uma vitória maior é cada jovem
que a gente impeça que seja vítima, e precisamos trabalhar em conjunto para que
essa prevenção aconteça”.

Para Marciney
Santos de Oliveira, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e
do Adolescente (CMDCA). O Programa Na Mão Certa promove a proteção integral de
crianças e adolescentes. “Podemos nos mobilizar para fortalecer a eficácia
dessas ações e mostrar resultados, a curto prazo, tornando-se referência no
combate. O engajamento de todos, que começou com o exemplo da Cattalini, é
muito importante porque impacta muitas vidas”.

Representando
a Câmara Municipal de Paranaguá, o vereador Junior Leite elogiou a formação de
uma rede maior de proteção: “Muitas pessoas chegam e saem da nossa cidade
diariamente e, por isso, também é preciso ter cada vez mais pessoas vigiando e
protegendo nossas crianças. Contem conosco para aperfeiçoar a legislação e
disponibilizar os recursos necessários para executar esse trabalho”.

A secretária
municipal de Gabinete Institucional, Christiane Yared, destacou a importância do
projeto para Paranaguá: “Sabemos do estrago que é feito na vida de crianças e
adolescentes quando falamos de questões sexuais. É nosso dever unirmos nossas
forças para lutar por aqueles que serão o futuro da nossa cidade, restaurando
essas vidas. Queremos que esse projeto prospere e que façamos parte da vida de
muitas pessoas, mesmo que elas não saibam”.

O encontro realizado
na sede da ACIAP foi outra importante oportunidade para debater as questões do
Programa Na Mão Certa e fortalecer o engajamento da comunidade empresarial à
iniciativa.

“Esse não se trata
de um trabalho comum; é um problema recorrente e que esperamos que não seja
para sempre. Precisamos ser atuantes todos os dias, todas as horas, e estarmos
em sintonia com quem está na linha de frente desse combate. É essencial que
assuntos como esses sejam debatidos por nós e recebam o devido apoio de todos”,
avaliou Eloir Martins, Presidente da ACIAP.

Segundo a Juíza de
Direito, Priscila Soares Crocetti, da Vara da Infância e Juventude, a
cidade de Paranaguá apresenta as duas piores formas de trabalho infantil: a
exploração sexual e o tráfico de drogas. “Precisamos parar, pensar e falar
sobre isso, embora ainda seja um tabu, e as crianças também precisam saber
disso para se proteger. Nem tudo chega na Polícia e no Judiciário, por isso,
precisamos fazer um mapeamento correto e uma abordagem diferenciada, conhecendo
o perfil dessas vítimas e sabendo identificar essas violências no comportamento
delas”.

Para a Juíza da 41ª Seção Judiciária de
Paranaguá, Daiana Schneider, é preciso tratar o crime da exploração sexual de
crianças e adolescentes, considerando a história da cidade, mas com os olhos
voltados para o futuro.

“Quando se fala da recorrência desse crime
em Paranaguá, se recorda que a cidade é histórica, e não sabemos falar de
história sem falar de exploração sexual. Como lidamos e como vamos lidar no
futuro? A exploração sexual não se configura apenas como prostituição física,
mas também ocorre por meio da Internet, do tráfico de pessoas e do turismo
sexual. No Brasil, apenas 7 a cada 100 casos são denunciados e 75% envolvem
vítimas meninas negras. Por isso, também precisamos falar de violência de
gênero, violência racial, vulnerabilidade e desigualdade social. Esse tema une
todos os temas e que bom que estamos falando sobre isso”.

Cattalini Terminais recebe
Certificação Empresa B

Cattalini recebe
Selo A de Sustentabilidade do Governo do Paraná