Alunos de escola pública aprendem sobre coleta seletiva e compostagem

Alunos do 6º ano do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto participaram, na última semana, de uma oficina de aprendizagem sobre coleta seletiva e compostagem. Denominado “Compostagem – da escola para casa”, o projeto de educação ambiental está vinculado à autorização ambiental da dragagem realizada no píer da Cattalini Terminais Marítimos. As atividades foram promovidas pelo terminal portuário e conduzidas em conjunto com a empresa de consultoria DTA Engenharia.

“Mais uma vez pudemos contar com um projeto importante oferecido pela Cattalini para nossos alunos. Todos adoraram aprender sobre reciclagem e compostagem, práticas que podem ser adotadas em casa, estendendo essa consciência ambiental junto à família. Atualmente, eles participam de diversas atividades gratuitas nas áreas do esporte, cultura, educação e meio ambiente, todas desenvolvidas pela empresa e que promovem, principalmente, a cidadania para nossos estudantes”, declarou Everton Borges, diretor do Colégio Bento.

Cerca de 60 alunos participaram da ação, que incluiu orientações sobre a reutilização de resíduos orgânicos provenientes da merenda escolar como insumo para a composteira. A iniciativa também abordou a diminuição da carga enviada ao aterro sanitário e o uso do adubo em hortas caseiras, sem a aplicação de agrotóxicos.

“A consciência ambiental, quando colocada em prática, é mais facilmente assimilada. Dessa forma, buscamos promover uma ação que unisse a rotina diária a uma boa prática, permitindo a reutilização de resíduos orgânicos para a produção de adubo caseiro. Além da viabilidade ambiental, a compostagem pode contribuir para a economia doméstica, possibilitando que as famílias façam sua própria horta”, explicou Gabriella Rodrigues Leal da Silva, coordenadora de Segurança, Saúde, Proteção Ambiental e Qualidade (SSPAQ) da Cattalini.

Segundo Angela Bahry, coordenadora de Sustentabilidade da Cattalini, um dos eixos do Programa de Sustentabilidade da empresa é a conscientização ambiental. “Entendemos que esse trabalho deve ser desenvolvido nas escolas já parceiras da empresa, como o Colégio Bento, e também em outras instituições que participam de projetos nas áreas de meio ambiente, esporte, cultura e cidadania”, afirmou.

O projeto “Compostagem – da escola para casa” terá continuidade durante a Feira Expobento, evento que reunirá alunos e professores. A proposta é levar a composteira para outro estabelecimento público de ensino localizado no entorno do terminal portuário, ampliando os aprendizados sobre coleta seletiva e o aproveitamento de resíduos orgânicos.

Durante a oficina, os alunos aprenderam sobre a chamada “compostagem seca”, realizada em caixas composteiras e indicada para pequenos ou grandes espaços. A técnica utiliza elementos básicos, como folhas secas e madeira em decomposição (materiais ricos em carbono), além de cascas e sobras de frutas e verduras, cascas de ovos e pó de café (ricos em nitrogênio).

Em uma caixa perfurada, como as utilizadas em feiras, são montadas as camadas do adubo caseiro. No fundo, devem ser colocadas folhas secas e madeira em decomposição; em seguida, cascas de frutas e verduras; e, por fim, a cobertura novamente com folhas secas. É importante proteger a composteira da chuva e, quando a caixa estiver cheia, deixá-la em descanso enquanto outra é utilizada.

Vale ressaltar que restos de comida cozida, como arroz, feijão, macarrão e molhos em geral, além de ossos, restos de carne, queijos, cremes ou derivados do leite, fezes de animais, papel higiênico e bitucas de cigarro não devem ser utilizados na compostagem.