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Cattalini investe US$ 1,5 milhão em dragagem - 2007-09-13

Em entrevista coletiva, diretor da empresa falou do investimento em meio ambiente e da reparação por danos morais pelas perdas em função da explosão do navio "Vicuña'.

A dragagem do berço interno de atracação da Cattalini Terminais Marítimos, em Paranaguá, representará ganhos expressivos em volume de mercadorias movimentadas e em receita para a balança comercial do Paraná. A informação é do Diretor-Superintendente do terminal, Cláudio Daudt, durante entrevista coletiva concedida à imprensa nesta quarta-feira (12). "Trata-se de uma importante avanço para o Porto de Paranaguá, que passará a contar com uma estrutura ainda melhor para atender ao mercado. O Controle Ambiental de Dragagem foi um importante passo para que pudéssemos hoje concretizar este investimento. Este estudo coloca Paranaguá na vanguarda entre os portos brasileiros, porque contempla projetos técnicos, que atendem a legislação ambiental vigente", comentou.

Segundo Daudt, com o aprofundamento do berço de atracação para 10,5 metros, a exportação de etanol, por exemplo, terá um incremento de 500 mil m³/ano que se somarão à atual demanda do terminal. Em 2006, foram embarcados 650 milhões de litros (o que corresponde a 28% do mercado nacional), volume 53% maior que o verificado em 2005. E em 2007, novo recorde poderá ser atingido com o embarque de 750 milhões de litros. O volume depende, porém, do aquecimento de mercados compradores como o americano. "O berço externo do píer já conta com profundidade de 12 metros. Com uma nova profundidade na parte interna, teremos capacidade de aumentar nossos embarque e podemos ampliar em US$ 250 milhões nossa participação na balança comercial", destacou o diretor.

Resultado de um investimento de US$ 1,5 milhão, a dragagem no berço interno do terminal iniciará na próxima semana e deverá estar concluída entre 4 e 5 meses. Até lá serão retirados 350 mil m³ de areia, que serão depositadas em área pública, localizada à leste do cais do Porto de Paranaguá. A draga é de propriedade da empresa Califa, instalada no Rio Grande do Sul e tem uma cisterna com capacidade para 1.800m³.

A idéia, segundo Daudt, é contribuir para novos projetos idealizados pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), ligados ao incremento das atividades portuárias naquela área. "Atendemos a todas as exigências ambientais, recebemos as autorizações necessárias dos órgãos competentes e estamos incluídos no licenciamento ambiental concedido pelo órgão estadual à Appa", explicou.

Presente em Paranaguá há 26 anos, a Cattalini Terminais Marítimos é líder do mercado de granéis líquidos no Brasil e, sozinha, representa 20% das exportações deste segmento. A meta da empresa é buscar novos mercados em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo e estimular a movimentação do produto que é o carro-chefe das exportações da empresa: o óleo de soja. A empresa é responsável pela exportação de 60% de todo o óleo de soja que sai do Brasil. "Aqui não há gargalos para exportação de álcool. Pelo contrário, o Porto de Paranaguá tem capacidade para atender a atual e a um possível aumento de demanda, com serviços de qualidade e estrutura de ponta".

Meio Ambiente

Além da dragagem, a Cattalini Terminais investirá também em um importante projeto ligado ao meio ambiente: a recuperação da bacia hidrográfica do Rio do Pinto, que deságua nas Baías de Antonina e de Paranaguá. "Com a recuperação do rio, teremos - ao passar dos anos - um volume menor de impurezas despejadas no local e a diminuição do assoreamento. Este não é um ônus para a empresa e sim um investimento que trará benefícios para o Porto de Paranaguá", comentou Daudt.

A empresa fará o monitoramento de todo o material dragado e encaminhará a cada três meses relatórios técnicos à Marinha, à Appa e ao IAP para acompanhamento dos trabalhos. A definição sobre o local onde a Cattalini atuaria foi do próprio IAP, responsável também pelo projeto de recuperação da bacia do Rio do Pinto.

Vicuña

Durante a entrevista concedida aos jornalistas, Cláudio Daudt falou da tragédia envolvendo a explosão do navio chileno "Vicuña", em novembro de 2004, no píer da empresa. "O laudo técnico ambiental do Tribunal Marítimo descartou qualquer possibilidade de o acidente ter se originado no píer da Cattalini, retirando da empresa a responsabilidade da explosão. O laudo foi claro em mostrar que a explosão deu-se no navio e não no nosso píer", completou Daudt.

Segundo o diretor, durante todo o tempo da perícia, a empresa sabia que não podia ser responsabilizada pelo acidente, porque mantém índices de segurança, reconhecidos internacionalmente. "Fomos pré julgados durante este tempo, mas preferimos não nos manifestar de forma irresponsável e prematura. Tivemos nossa imagem arranhada e isso se projetou sobre os negócios da empresa, por isso, assim que sair o acórdão buscaremos na justiça a reparação por danos financeiros e morais. Acreditamos na justiça brasileira e procuraremos o restabelecimento da nossa imagem", disse Daudt.

 

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O diretor-superintendente da Cattalini Terminais Marítimos, Claudio Fernando Daudt, anunciou que a dragagem do píer interno do terminal terá início até o dia  17 de setembro, assim que a draga chegar a Paranaguá. Para começar as operações de dragagem, a empresa já recebeu licença do órgão ambiental responsável. Segundo Daudt, a draga já está sendo preparada para deslocar-se a Paranaguá para início imediato das atividades.

Líder do mercado de graneis líquidos no Brasil, a Cattalini arcará com todos os custos da dragagem, bacia de evolução e berço de atracação. O objetivo é atingir 10,5 dhn de calado o que propiciará ampliar as vantagens do Porto de Paranaguá em relação a Santos, principalmente no momento das exportações de álcool.

Com a dragagem, a empresa estima incrementar suas operações e, no mínimo, repetir as boas performances alcançadas em 2006. O volume, apesar de ser importante, é inferior à capacidade de embarque da empresa. "Podemos atingir 1,2 bilhão de litros exportados. Contamos com infra-estrutura de ponta, segurança absoluta nas operações e tarifas competitivas", declarou Daudt.

Em comparação ao Porto de Santos, principal concorrente do terminal, a Cattalini pratica uma tarifa que chega a ser 40% menor que a cobrada no porto paulista. A empresa é líder do mercado de gráneis líquidos no Brasil e, sozinha, representa 20% das exportações deste segmento. Hoje, segundo Claudio Daudt, enquanto um navio leva em média 10 dias para atracar em Santos, na Cattalini a embarcação atraca no mesmo dia ou no dia seguinte. "A operação é  sensivelmente mais rápida que a de Santos", comentou.

Os embarques de álcool são destaque e impulsionam as estatísticas do terminal. Em 2006, foram embarcados 650 milhões de litros, volume 53% maior que o verificado em 2005. E em 2007, novo recorde, poderá ser atingido com o embarque de 750 milhões de litros.

Certificada com o ISO 14001, a Cattalini Terminais Marítimos apresenta padrões internacionais de operações com o objetivo de proteger o meio ambiente. "Nos próximos meses buscaremos a Certificação na ISO 9000", antecipou o diretor.

Infra-estrutura

·                  A Cattalini Terminais conta com Pátio de Triagem com 22.300,00 m2, totalmente asfaltado e preparado para receber 200 caminhões.

·                  No seu pátio de tancagem possui 85 tanques com capacidade para armazenagem de 278 mil m³ de produtos. Seus tanques contam com tecnologia de ponta, dotados de radar e aquecimento, interligados por meio de dutos a um píer exclusivo, com 244 metros entre cabeços de amarração e preparado para receber dois navios simultaneamente.

·                  Conta com um moderno parque, onde são descarregados e carregados até 300 caminhões por dia. Três ramais ferroviários permitem a descarga de mais 5.000m³ por dia.

·                  Na Cattalini, as operações são acompanhadas de perto e com total segurança. Através da Casa de Controle, a empresa acompanha toda a operação de carga e descarga dos navios, prevenindo possíveis inconformidades. Um profissional bilingüe atua 24 horas, acompanhando em tempo real os indicativos de toda a operação. A agilidade das operações é um importante diferencial da Cattalini Terminais Marítimos. A empresa dispõe de 8 dutos para importação e exportação e embarca até 1500m³/h por navio.

·                  Com o regime especial à disposição dos clientes, a Cattalini possibilita que empresas importem seus produtos e armazenem no terminal por um período de até um ano com suspensão de impostos. Durante os 180 dias - prorrogável por mais 180 dias -, o importador da carga poderá transferir (comercializar) em lotes menores para outros países, preferencialmente do Mercosul.

 

Cattalini Terminais Marítimos

Assessoria de Imprensa

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