Acordo dá fim aos processos de pescadores
Um acordo firmado com pescadores de Antonina e a Cattalini Terminais Marítimos colocou fim aos processos judiciais movidos contra a empresa. O acordo foi celebrado quatro anos após a explosão do navio de bandeira chilena "Vicuña", de propriedade da Sociedad Naviera Ultragas, ocorrida no píer da empresa, localizada no Porto de Paranaguá.
Segundo os advogados da Cattalini, o acordo representa o reconhecimento de que a empresa realmente não tem qualquer responsabilidade sobre o acidente. "No acordo, os pescadores isentaram o terminal de qualquer culpa, ratificando a decisão proferida em novembro de 2007 pelo Tribunal Marítimo, que concluiu que a explosão originou-se no interior do navio, em um dos tanques, excluindo qualquer possibilidade da fonta primária da explosão ter ocorrido no terminal da Cattalini", comentou o advogado Leandro Alberto Bernardi.
O pagamento foi feito em parcela única pela Cattalini e encerra o processo de danos materiais e morais que os pescadores de Antonina moviam contra a empresa. "Avalio que este foi um bom acordo e o que mais chamou a atenção foi a flexibilidade da empresa para negociação. Acredito que os valores pagos foram razoáveis dentro dos padrões do acordo e hoje nós ficamos satisfeitos", declarou o advogado dos pescadores, Júlio Antonio Simão Ferreira.
A expectativa agora, segundo o advogado da Cattalini, Iwerson Wronski, é que processo judicial semelhante movido por pescadores de Paranaguá resulte num acordo como o firmado com os pescadores de Antonina. "Muitos podem até desconhecer que a Cattalini está disposta a um acordo e, por isso, reafirmamos a disposição da empresa pelo consenso e pelo cumprimento do seu papel social", comentou Wronski.
O advogado Júlio Simão Ferreira disse que o acordo é a melhor solução dentro de todas as causas judiciais. "O acordo é uma solução imediata e que desafoga o judiciário, atingindo o objetivo daqueles que buscam ter seu direito tutelado na Justiça. Acredito que os pescadores de Paranaguá deveriam aproveitar ao máximo essa possibilidade que está sendo dada pela Cattalini", disse o advogado.
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